quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Pesquisa inova no aproveitamento do soro do leite

A nova tecnologia é uma alternativa à utilização do soro do leite, considerado muitas vezes um resíduo industrial da produção do queijo. O processo produtivo atende sobretudo aos pequenos e médios laticínios que se dedicam à fabricação do queijo minas frescal, porque requer pouco investimento na montagem da planta de produção.
Muitos dos equipamentos utilizados no novo processo de produção, já atendem aos pequenos laticínios. Um dos segredos é a obtenção do produto a partir da concentração a vácuo.
Em relação aos outros processos de utilização do soro, o diferencial neste caso, é a forma de agregação de valor acessível às pequenas propriedades. O produto fabricado a partir do soro é mais barato e pode atender tanto a dona de casa quanto padarias e confeitarias.
Durante os testes sensoriais, doces como brigadeiro e pudim produzidos a partir do soro condensado apresentaram notas de 8,0 a 8.5 numa escala que vai até 9,0, estando entre gostei muito e gostei extremamente, o que demonstra a viabilidade de utilização do soro condensado devido a elevada aceitação dos derivados pelo público.
O professor Maurílio Lopes Martins, do Instituto Federal Sudeste de Minas, explica que foram aproximadamente dois anos de pesquisa para chegar à formulação que é utilizada hoje. “Conseguimos aperfeiçoar o processo a ponto de obter um produto muito parecido com o que é fabricado a partir do leite” diz o pesquisador.
O interesse pela produção de derivados, a partir do soro, um produto rico em valor nutricional, que representa de 85% a 95% do volume do leite, nasceu em 2007, durante as aulas de produtos lácteos concentrados e desidratados para o curso Tecnologia em Laticínios. A pesquisa foi desenvolvida nos laboratórios e unidades de processamento do Campus Rio Pomba do IF Sudeste de Minas, que recentemente aprovou o projeto de implantação do Núcleo de Inovação Tecnológica, junto à FAPEMIG.
Para o pesquisador e para os alunos que participaram da pesquisa, o desafio agora é reduzir um pouco mais a concentração de sal no soro de leite condensado. “Assim conseguiremos atingir um nível de qualidade ideal para irmos em busca da patente”.
O produto foi apresentado pela primeira vez no Primeiro Encontro de Inovação do Polo do Leite em Juiz de Fora, MG e, mais recentemente, na INOVATEC, 5ª Feira de Inovação Tecnológica em Belo Horizonte.
Pesquisadores:




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